YANG DEZ ANOS
Esse ano o universo de O mundo de Yang fez dez anos desde a sua primeira publicação, em janeiro de 2015.
A ideia de criar uma saga habitada em um mundo de fantasia e criaturas estranhas já estava me perseguindo fazia algum tempo. Um pequeno herói em sua jornada de aprendizado com pílulas de filosofia e poesia misturadas com doses generosas de humor e ironia.
A primeira vez que desenhei o que seria o Yang foi em uma tira semanal chamada (SIC), era uma história solta com o mais clássico dos temas das histórias de fantasia, o resgate de uma princesa.
Ali o Yang (que na época nem nome tinha) já mostrava um pouco da sua personalidade.
A experiência foi o suficiente para eu querer expandir esse universo. Não sou do tipo muito organizado, acabo fazendo as coisas sempre de forma meio intuitiva e em cima da hora, mas com o Yang foi diferente, a série começou a ser planejada meses antes de ser publicada.
Me debrucei pacientemente estudando o design de cada personagem, temas, reviravoltas… Tinha uma narrativa completa, estruturada em três arcos muito bem definidos dois meses antes dela estrear nas páginas do Diário da Região. A série seria publicada em episódios semanais, sempre aos domingos. Eram narrativas curtas e fechadas, pequenas tiras em formato quadrado que, juntas, formavam uma história maior.
A empolgação era tanta que convenci o editor do jornal a rodar um cartaz de divulgação para ser distribuído na CCXP de 2014.
Até o Jovem Nerd recebeu um.
Tudo planejado, 2015 seria um ano incrível.
O tempo mostrou que 2015 não foi um ano incrível, na verdade foi um ano muito, mas muito difícil. Felizmente o Yang estava lá para me ajudar a passar por ele e todos os outros que estariam por vir. Desenhar e escrever O mundo de Yang era o meu jeito de tentar entender e acomodar várias coisas que estavam acontecendo no momento.
Com o tempo a série foi se transformando. Com a interrupção da publicação no jornal o formato “tira semanal” já não era mais obrigatório, optei em aproveitar essa liberdade e explorar mais a narrativa de uma HQ em formato tradicional.
As redes sociais também abriram espaço para tiras únicas, uma forma de diminuir o espaço entre as publicações e aproximar mais os leitores da série.
De todos os personagens que já criei, o Yang provavelmente é o que me acompanha mais de perto. Talvez por isso ele passou por tantas mudanças nesses dez anos. Eu também passei.
O fato é que desenhar e escrever O mundo de Yang continua sendo o meu jeito de tentar encontrar um olhar mais generoso em relação a algumas questões. Olhar para elas de um jeito mais simples, de um jeito mais leve…
Do jeito do Yang.
LIVRO NOVO DO YANG
Para comemorar os dez anos de existência, a série O mundo de Yang ganhará um novo livro com formato e projeto gráfico totalmente novo. A meta principal foi batida com 15 dias de campanha, ou seja, a impressão está garantida. Agora partimos para as metas estendidas, onde TODOS apoiadores ganharão um brinde especial.
A campanha vai até o dia 31/10.
Entre no link, conheça e apoie o projeto.
JABUTI
No próximo dia 27 de outubro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, será a cerimônia de premiação do 67º Prêmio Jabuti. Meu livro “Mais uma história para o velho Smith” está entre os cinco finalistas.
Um marinheiro contador de histórias que sente elas indo embora ao perceber que está perdendo a memória.
“Um contador de histórias, sem histórias para contar”
Uma narrativa que fala de memórias, identidade e legado.
Vamos na torcida para que o velho Smith traga o Jabuti e tenha uma boa história pra contar.
Para adquirir o livro do Smith, só acessar o link:
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